Em combustão
Último dia de carnaval, que maravilha, pois tudo voltará ao normal. Ou pelo menos quase. Sinceramente, odeio feriados. Feriados me soa aglutinações. E para mim onde houver três ou mais reunidos, já constitui uma multidão.
Sempre fui assim, porém lutei bastante contra esse sentimento. Ele me venceu, assumo feliz, o isolamente é meu melhor aliado. Mas sou bastante sociável quando me esforço, quando a campanhia vale a pena. E para provar isso, em palavras, vou contar como foi meu último carnaval aglutinado. Faz três anos. Fui com amigos para uma cidade mineira chamada Lambari, uma das que forma o triângulo das águas. Lá, dá água feito chuchu na serra. (A propósito nunca atestei essa expressão.) Água é a principal atração. Você entra num parque aquático carregando um copo e passa de poço em poço experimentando os mais diversos sabores que a água pode ter. Conclusão, bebi água até quase vomitar, principalmente uma do tipo ferroso. É como beber sangue incolor. Pode acreditar que sim.
A noite, a pequena cidade incendeia numa brasinha que faz mais fumaça que fogo. Minha amiga, levou em sua bagagem algumas delicadezas. E queria muito se fantasiar com os amigos, curtir pra valer, um carnaval interiorano, pacífico.
Lá vou eu vestida de Branca de Neve. É verdade, pois. Branca de Neve com uma peruca black power. Estava mais para Maria das Neves do que a Branca, e minha amiga, vestida de madrasta má.
_ Todo mundo aqui se fantasia. Venho pra cá desde criança. Aqui, todo mundo se empolga mesmo. É carnaval pra se fantasiar.
Ok, vamos lá. Um carro com vampiros, concubinas, branca de neve, madrasta má, travesti, enfim... uma beleza.
No centro da cidadezinha, mais especificamente na praça, como descer do carro? Fantasia? Algumas poucas crianças bem pequenas.
O jeito foi descer e pensar: Ninguém te conhece e estão todos bebendo. Eu arrematei minha fantasia com uma maquiagem azul. Por causa da parte azul do vestido. Crianças se encantaram comigo e tive que acenar diversas vezes e dissemos que estávamos daquele jeito por que fomos contratados.
Eu escondia o copo de goró quando uma criancinha vinha até mim, afinal, onde já se viu Branca de Neve de copo na mão?
A madrugada foi finalizada no boliche da cidade. Era uma pista de madeira empenada, e quando a bola deslizava ziguezagueando e atingia os pinos, havia uns garotinhos que os suspendiam e mandavam as bolas de volta. Todo o elenco do Nick&Nite, parecia um show de horrores e a maquiagem derretendo, os olhos fechando, um se apoiando no outro. O carnaval dos sonhos.
Evidente, que fomos atração, eu a maior de todas. Putz, você percorre quilômetros e quilômetros, horas com a bunda achatada num carro tendo que aturar uma trilha sonora regada à Jorge Vercilo, Jorge Aragão e Quarteto em Si. Um prelúdio de minha caminhada rumo ao inferno. O jeito era apenas esperar com dias transcorrer. Dormi muito nesses dias, admito. O sono é um ótimo amigo, você isola-se em si, mergulha no profundo de onde quer que seja e lá fica um bom tempinho, esperando a próxima situação.
Meninas superpoderosas, foi a fantasia do dia seguinte. Fui de Docinho, a mais furiosa de todas, propício, não?
No último dia, fomos jogar Paintball, tomei um balaço no pulso. Inchou. A pele suspendeu. Doía muito ao redor. Não agüentava mais tomar tantos tipos de água. Queria água mineral de filtro de barro, que fosse. Uma garrafinha de água Minalba sem gás.
Voltei pra casa muito cansada, meio abatida e fiquei sem sair por alguns dias. Quando estava lá, tudo o que eu queria era estar em casa. Agora que fico em casa, agradeço todos os dias por isso, por estar aqui ouvindo meu rock´n´roll sossegada, perto demais de tudo o que gosto. Principalmente o sossego. Acredito que já participei de todas as comemorações e festividades socialmente obrigatórias e já me aposentei. Sou péssima companhia e tenho o fígado sensível. Meu humor está ligado diretamente a isso.
E amanhã é quarta-feira de cinzas, dia de combustão espontânea.
*That´s all folks*
Sempre fui assim, porém lutei bastante contra esse sentimento. Ele me venceu, assumo feliz, o isolamente é meu melhor aliado. Mas sou bastante sociável quando me esforço, quando a campanhia vale a pena. E para provar isso, em palavras, vou contar como foi meu último carnaval aglutinado. Faz três anos. Fui com amigos para uma cidade mineira chamada Lambari, uma das que forma o triângulo das águas. Lá, dá água feito chuchu na serra. (A propósito nunca atestei essa expressão.) Água é a principal atração. Você entra num parque aquático carregando um copo e passa de poço em poço experimentando os mais diversos sabores que a água pode ter. Conclusão, bebi água até quase vomitar, principalmente uma do tipo ferroso. É como beber sangue incolor. Pode acreditar que sim.
A noite, a pequena cidade incendeia numa brasinha que faz mais fumaça que fogo. Minha amiga, levou em sua bagagem algumas delicadezas. E queria muito se fantasiar com os amigos, curtir pra valer, um carnaval interiorano, pacífico.
Lá vou eu vestida de Branca de Neve. É verdade, pois. Branca de Neve com uma peruca black power. Estava mais para Maria das Neves do que a Branca, e minha amiga, vestida de madrasta má.
_ Todo mundo aqui se fantasia. Venho pra cá desde criança. Aqui, todo mundo se empolga mesmo. É carnaval pra se fantasiar.
Ok, vamos lá. Um carro com vampiros, concubinas, branca de neve, madrasta má, travesti, enfim... uma beleza.
No centro da cidadezinha, mais especificamente na praça, como descer do carro? Fantasia? Algumas poucas crianças bem pequenas.
O jeito foi descer e pensar: Ninguém te conhece e estão todos bebendo. Eu arrematei minha fantasia com uma maquiagem azul. Por causa da parte azul do vestido. Crianças se encantaram comigo e tive que acenar diversas vezes e dissemos que estávamos daquele jeito por que fomos contratados.
Eu escondia o copo de goró quando uma criancinha vinha até mim, afinal, onde já se viu Branca de Neve de copo na mão?
A madrugada foi finalizada no boliche da cidade. Era uma pista de madeira empenada, e quando a bola deslizava ziguezagueando e atingia os pinos, havia uns garotinhos que os suspendiam e mandavam as bolas de volta. Todo o elenco do Nick&Nite, parecia um show de horrores e a maquiagem derretendo, os olhos fechando, um se apoiando no outro. O carnaval dos sonhos.
Evidente, que fomos atração, eu a maior de todas. Putz, você percorre quilômetros e quilômetros, horas com a bunda achatada num carro tendo que aturar uma trilha sonora regada à Jorge Vercilo, Jorge Aragão e Quarteto em Si. Um prelúdio de minha caminhada rumo ao inferno. O jeito era apenas esperar com dias transcorrer. Dormi muito nesses dias, admito. O sono é um ótimo amigo, você isola-se em si, mergulha no profundo de onde quer que seja e lá fica um bom tempinho, esperando a próxima situação.
Meninas superpoderosas, foi a fantasia do dia seguinte. Fui de Docinho, a mais furiosa de todas, propício, não?
No último dia, fomos jogar Paintball, tomei um balaço no pulso. Inchou. A pele suspendeu. Doía muito ao redor. Não agüentava mais tomar tantos tipos de água. Queria água mineral de filtro de barro, que fosse. Uma garrafinha de água Minalba sem gás.
Voltei pra casa muito cansada, meio abatida e fiquei sem sair por alguns dias. Quando estava lá, tudo o que eu queria era estar em casa. Agora que fico em casa, agradeço todos os dias por isso, por estar aqui ouvindo meu rock´n´roll sossegada, perto demais de tudo o que gosto. Principalmente o sossego. Acredito que já participei de todas as comemorações e festividades socialmente obrigatórias e já me aposentei. Sou péssima companhia e tenho o fígado sensível. Meu humor está ligado diretamente a isso.
E amanhã é quarta-feira de cinzas, dia de combustão espontânea.
*That´s all folks*


5 Comments:
At 11:44 PM,
Anônimo said…
A piada do Orkut é velha. Em vez disso coloca o seu orkut de verdade.
Zaith.
http://spaces.msn.com/zaith/
At 1:58 AM,
ana paula maia said…
Zaith, segundo me consta esse aí ao lado é link do meu orkut de verdade. Não entendi.
At 2:22 AM,
ana paula maia said…
Bem, agora talvez funcione.
At 9:05 PM,
Anônimo said…
Puxa, adorei ler vc de novo. Interessante o seu carnaval, fiquei pensando, também me sinto mais feliz quando não estou nas festas e posso lembrar que o aconchego do meu cantinho é melhor.
Faz tempo que não saio para um carnaval num lugar qualquer, acho que a aposentadoria chegou e nem me toquei.
fui...
At 11:45 AM,
Lana said…
Puxa vida, não sabia q vc tinha sofrido tanto minha querida... mas vou te fazer um favor, não te chamo mais pra nenhum carnaval! Ora, ora, porém vc se divertiu muito indo a São Tomé da Letras, Caxambu... o kart foi idéia sua e o paint ball tb, lembra? E melhor ainda, vc não gastou nada hehehehe!!! Vamos tirar a máscara, vc gostou sim... ou vc finge muito bem sua perereca!!! Bjs
da madrasta má!!!
Postar um comentário
<< Home