O destino de Knut Hamsun sou eu
Navegando pelos mares da internet, me deparo com um fórum sobre educação e professores interinos e sei lá o que. Este fórum pertence a um site chamado Vieiros, da Galícia. No interminável bate-boca galego encontro isso aqui:
“ Knut Hamsun (1859-1952), ganhador do Prêmio Nobel de Literatura de 1920, é considerado o maior escritor norueguês.
Henry Miller idolatrava Hamsun. Por sua empolgada recomendação, li Fome, considerada a obra-prima do norueguês. Achei fraco. É uma escolinha urbana precoce. Escritor maldito e faminto (literalmente!) vaga pelas ruas de Oslo, sem amigos, sem dinheiro, sem talento e deixando os leitores sem saco.
Buscando por Hamsun na Internet, descobri que boa parte das pessoas que o lê hoje em dia é justamente por causa das recomendações de Miller.
Depois, também tentei ler Pan, mas larguei. Chato demais. Riscado da minha lista.
Minha edição de Fome foi traduzida por Carlos Drummond de Andrade, o que só atesta o estado precário das traduções nacionais. Duvido que Drummond soubesse ler norueguês. Sabe-se lá de que língua ele retraduziu e o quanto se perdeu nesse telefone sem fio.
Quando a Alemanha invadiu a Noruega, Hamsun virou um dos maiores entusiastas das idéias nazistas. Com o fim da guerra, foi preso, seus bens confiscados e seu nome execrado.
Hamsun não poderia ser figura mais controversa. Reconhecidamente é o maior escritor nacional, mas os noruegueses ainda morrem de vergonha dele por seu papelão adesista.
Imaginem como seria nossa relação com Machado de Assis se, depois de ter escrito Dom Casmurro e Brás Cubas, ele tivesse virado serial-killer. Pois é. Mais ou menos assim.
O destino final de minha cópia foi interessante.
A jovem escritora Ana Paula Maia estava enlouquecida procurando por Fome pra ler, também por recomendação do Miller, e troquei minha cópia por um exemplar do seu romance de estréia O Habitante das Falhas Subterrâneas. Ela ainda se sentiu lisonjeada quando eu disse que a troca era extremamente vantajosa pra mim.
Não sei se ela já teve chance de ler Fome e descobrir o mau negócio que fez..”
Eu já havia lido isto faz muito tempo em outro site. Liberal Libertário Libertino . Quem escreveu foi o Alex Castro, que nem mora mais aqui no Brasil, me parece. Mas é verdade que trocamos um “Fome” por um “Habitante”. Isso foi em 2004, eu acho. E agora, a história foi parar num site galego, em um fórum de novembro de 2005 assinado por “Dom Henrique, o navegador”. É a cara dele um pseudônimo desses. Que coisa!
E que as ondas do oceano nos levem mais distantes!
“ Knut Hamsun (1859-1952), ganhador do Prêmio Nobel de Literatura de 1920, é considerado o maior escritor norueguês.
Henry Miller idolatrava Hamsun. Por sua empolgada recomendação, li Fome, considerada a obra-prima do norueguês. Achei fraco. É uma escolinha urbana precoce. Escritor maldito e faminto (literalmente!) vaga pelas ruas de Oslo, sem amigos, sem dinheiro, sem talento e deixando os leitores sem saco.
Buscando por Hamsun na Internet, descobri que boa parte das pessoas que o lê hoje em dia é justamente por causa das recomendações de Miller.
Depois, também tentei ler Pan, mas larguei. Chato demais. Riscado da minha lista.
Minha edição de Fome foi traduzida por Carlos Drummond de Andrade, o que só atesta o estado precário das traduções nacionais. Duvido que Drummond soubesse ler norueguês. Sabe-se lá de que língua ele retraduziu e o quanto se perdeu nesse telefone sem fio.
Quando a Alemanha invadiu a Noruega, Hamsun virou um dos maiores entusiastas das idéias nazistas. Com o fim da guerra, foi preso, seus bens confiscados e seu nome execrado.
Hamsun não poderia ser figura mais controversa. Reconhecidamente é o maior escritor nacional, mas os noruegueses ainda morrem de vergonha dele por seu papelão adesista.
Imaginem como seria nossa relação com Machado de Assis se, depois de ter escrito Dom Casmurro e Brás Cubas, ele tivesse virado serial-killer. Pois é. Mais ou menos assim.
O destino final de minha cópia foi interessante.
A jovem escritora Ana Paula Maia estava enlouquecida procurando por Fome pra ler, também por recomendação do Miller, e troquei minha cópia por um exemplar do seu romance de estréia O Habitante das Falhas Subterrâneas. Ela ainda se sentiu lisonjeada quando eu disse que a troca era extremamente vantajosa pra mim.
Não sei se ela já teve chance de ler Fome e descobrir o mau negócio que fez..”
Eu já havia lido isto faz muito tempo em outro site. Liberal Libertário Libertino . Quem escreveu foi o Alex Castro, que nem mora mais aqui no Brasil, me parece. Mas é verdade que trocamos um “Fome” por um “Habitante”. Isso foi em 2004, eu acho. E agora, a história foi parar num site galego, em um fórum de novembro de 2005 assinado por “Dom Henrique, o navegador”. É a cara dele um pseudônimo desses. Que coisa!
E que as ondas do oceano nos levem mais distantes!


1 Comments:
At 11:24 PM,
Anônimo said…
hahaha, esse cara sou eu nao, eu só uso o meu nome mesmo... sabe-se lá quem foi que copiou o texto :)
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