From Dusk Till Dawn
Ontem, dia 25, assisti pela décima oitava vez ao filme “Um drink no inferno” em VHS, com direito a risquinhos e tudo na tela. Foi a melhor coisa para se fazer num domingo natalino chuvoso cheirando a resto de peru e rabanada.
Depois dei uma lida rápida no roteiro do filme, e novamente o prefácio (logo abaixo) me chama atenção. E isso me remeteu a nossa produção literária nacional. É por aí mesmo. Gosto desse cheiro férrico quando sangramos, dos olhos famintos por produzir um tipo de encantamento letrado que afeta nossos sentimos. Já que o título desse post quer dizer “aberto até o amanhecer”, que assim seja o próximo ano para aqueles que escrevem arduamente. Sem descanso. Com os olhos pesados. Os dedos doloridos. Que sugam e se deixam sugar por sua própria criação durante toda a noite até o amanhecer. Aqueles que dormem quando todos estão de pé. Que estão de pé enquanto todos dormem. Isto é para os escritores com alma de vampiro.
“Um verdadeiro vampiro é, em seu frio coração, promíscuo. Ele vai aonde sua necessidade o leva e, por isso, os pescoços de bem-nascidos e dos mal vistos valem o mesmo. Desde de que tenham vida, servem ao propósito. Não é de espantar que o vampiro esteja vivenciando um retorno ao prestígio: ele compartilha com nossa cultura o instinto do comedor de carniça. A impureza é a moda do momento; procuramos e celebramos a arte que se deleita com sua própria promiscuidade, revigorando-se a cada veia a qual o artista põe seu olho faminto.”
Clive Barker,
Do prefácio do roteiro “Um drink no inferno.”
Depois dei uma lida rápida no roteiro do filme, e novamente o prefácio (logo abaixo) me chama atenção. E isso me remeteu a nossa produção literária nacional. É por aí mesmo. Gosto desse cheiro férrico quando sangramos, dos olhos famintos por produzir um tipo de encantamento letrado que afeta nossos sentimos. Já que o título desse post quer dizer “aberto até o amanhecer”, que assim seja o próximo ano para aqueles que escrevem arduamente. Sem descanso. Com os olhos pesados. Os dedos doloridos. Que sugam e se deixam sugar por sua própria criação durante toda a noite até o amanhecer. Aqueles que dormem quando todos estão de pé. Que estão de pé enquanto todos dormem. Isto é para os escritores com alma de vampiro.
“Um verdadeiro vampiro é, em seu frio coração, promíscuo. Ele vai aonde sua necessidade o leva e, por isso, os pescoços de bem-nascidos e dos mal vistos valem o mesmo. Desde de que tenham vida, servem ao propósito. Não é de espantar que o vampiro esteja vivenciando um retorno ao prestígio: ele compartilha com nossa cultura o instinto do comedor de carniça. A impureza é a moda do momento; procuramos e celebramos a arte que se deleita com sua própria promiscuidade, revigorando-se a cada veia a qual o artista põe seu olho faminto.”
Clive Barker,
Do prefácio do roteiro “Um drink no inferno.”


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